A importância da educação nas redes de negócios

Por Liana Bittencourt

O conceito de rede traduz a capilaridade de uma empresa ou agrupamento de várias empresas que buscam obter ganhos em relação à concorrência estabelecendo relação de fidelidade e padronização dos negócios das empresas/unidades que compõe.

Quando falamos em redes de franquias, até bem pouco tempo atrás, a única preocupação dos franqueadores era transmitir o know-how a seus franqueados. Contudo, a globalização e a concorrência cada vez mais acirradas trouxeram a necessidade de desenvolver outras competências nos franqueados e sua equipe, como em ser um empreendedor de sucesso, um gestor financeiro e administrativo, exercer liderança em relação aos seus funcionários, responsável pelo RH da empresa, além de estar focado com o mercado e marketing de sua franquia.

Um fator importante é que cada vez mais pessoas de diferentes níveis encontraram no sistema de franquias a oportunidade de ter um negócio próprio, mas muitas vezes não estão preparadas para tal. Os franqueadores podem contribuir com isso pelo processo de educação de sua rede.
Outrossim, uma das grandes dificuldades dos franqueadores é transmitir a cultura da empresa a seus franqueados, que é essencial para que haja uma relação harmônica entre eles. Essa cultura não pode ser imposta, ela precisa ser construída e reconstruída constantemente e com a rapidez que o mercado exige.

Sendo assim, os principais objetivos da educação corporativa são desenvolver o aprendizado e competências, qualificar profissionais, permitir uma visão global do negócio, ouvir e documentar a comunicação e cada vez mais envolver e criar ambientes colaborativos na troca de experiências e do saber.

Os fundamentos da educação corporativa devem ser pautados na educação do século XXI, segundo a UNESCO:
a) Aprender a Conhecer – construir princípios de aprendizado ao longo da vida, aliando cultura geral ao aprofundamento em uma área de atuação específica. Desenvolver os processos cognitivos de raciocínio lógico, compreensão, dedução e memória.

b) Aprender a Fazer – adquirir iniciativa para administrar situações profissionais planejadas ou inesperadas, sabendo aplicar o que aprendeu na teoria.

c) Aprender a Conviver – buscar conhecer o outro, aceitar a diversidade e reconhecer a interdependência dos seres humanos. Conseguir realizar projetos comuns, compartilhando riscos, sucessos e revezes. Gerir pacífica e racionalmente os conflitos e não ter preconceitos.

d) Aprender a ser – entender que cada qual é responsável pelo autodesenvolvimento pessoal, profissional e social, desenvolver a autonomia e a capacidade de julgar.

A princípio a educação corporativa era preocupação somente das grandes corporações, em razão do alto custo para seu desenvolvimento. Hoje, empresas de diferentes portes buscam ferramentas para aplicá-la.

A tecnologia contribuiu muito para seu avanço, com a utilização do e-learning em formato de Universidades Corporativas On line, em que os franqueados e/ou colaboradores de uma rede podem se capacitar sem alterar suas funções rotineiras de trabalho, fazendo-o em seus períodos ociosos, no local de sua preferência. Desta forma, o progresso de um programa de educação é muito maior, pois não afetam as atividades normais da empresa e pode ser estendido a um número ilimitado de pessoas que poderão aprimorar suas qualificações.


Os benefícios trazidos pela educação corporativa são incomensuráveis, e estendem-se a todos os elementos que a compõem, refletindo diretamente no sucesso do negócio.