Internacionalização é forte tendência no Franchising

Com crescimento da economia, aumenta o ingresso de marcas nacionais no exterior

A primeira onda de internacionalização do franchising se deu na década de 70, com o início da globalização e estratégia de expansão das empresas internacionais como a americana Mc Donald´s. Agora, nos últimos anos, o franchising vive a globalização mais uma vez.

Esse movimento mostra-se uma conseqüência de fatores como a própria economia do país com a estabilidade da moeda e o aumento do poder aquisitivo. Diversos empresários estão buscando em outros países por conceitos de negócios pouco explorados nacionalmente, e é grande a procura por negócios formatados no sistema de franquias, que oferece uma menor margem de risco para o seu capital.

Outro fator determinante é o intercâmbio e a integração cada vez maior da ABF (Associação Brasileira do Franchising), com associações de outros países, mostrando o potencial dos investimentos existente no Brasil. Temos acompanhado o interesse de países como EUA, França, Espanha, Portugal, México, e mais recentemente Angola.

Os negócios predominantes são do ramo de alimentação, hotelaria e alguns no segmento de serviços automotivos, beleza e financeiros. Destaca-se também o setor imobiliário com empresa européias e americanas à busca de master-franqueados ou se estabelecendo com planos agressivos de crescimento no país.

O sistema de franchising vem crescendo por ser considerado como uma das melhores estratégias de expansão e ocorre atualmente um grande desenvolvimento em outros mercados, “porém a internacionalização ainda é uma forma de negócio pouco explorada no sistema de franchising brasileiro, mas que tende a crescer de acordo com o profissionalismo e desenvolvimento das marcas”, constata Liana Bittencourt, diretora geral da Bittencourt Consultoria.

Para exemplificar franquias nacionais com operações no exterior pode-se citar Casa do Pão de Queijo, O Boticário e China in Box. “O aumento da internacionalização de franquias brasileiras contribui de forma muito importante para o fortalecimento da marca, seu reconhecimento no mercado, mas isso não altera as vendas internas, o que depende diretamente da capacidade de consumo do próprio país”, diz Liana.