Diante das incertezas de mercado investidores optam por aplicações estáveis
Após semanas turbulentas para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), nota-se que a crise instalada na economia norte-americana não está tão distante da economia brasileira. Muitos reflexos são visíveis, como a queda de ações, o aumento do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o dólar, que somente na última semana registrou aumento de 9%, e segue em alta.
Dentre toda a crise mundial um assunto se destaca: o franchising. Muitas vezes visto apenas como um pequeno empreendimento, o sistema de franquia tem se mostrado uma oportunidade para a aplicação segura e com retorno bem menos atrelado às baixas da bolsa e seus ativos.
De acordo com estudos realizados pela Associação Brasileira de Franchising, o faturamento de todo o setor registrou um aumento de 15% em 2007 e nos últimos seis anos este aumento tem sido crescente, sendo 25 bilhões em 2001 para um registro de 43 bilhões no ano passado. Também registrou crescimento constante o número de redes, com um total de 600 em 2001 para mais de 1.190 em 2007.
"Quem estava esperando o melhor momento para abrir o seu negócio próprio está se antecipando, acredito que este comportamento tem influência nas incertezas quanto à rentabilidade das aplicações de médio e alto risco. Abrir franquia de uma marca consolidada, cujo resultado permite uma lucratividade que varia de acordo com o segmento, de 7 a 25% sobre o faturamento bruto, é realmente tentador", comenta Claudia Bittencourt, diretora geral da Bittencourt Consultoria.
Não somente segura por ser mais estável, a franquia também mostra um número baixo de mortalidade dos negócios em relação aos empreendimentos independentes. A franquia ainda é formatada para que o investidor/empreendedor receba todo o know how necessário para operar a unidade e obter resultados com o capital investido, cabendo a ele somente administrar bem o negócio.
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